<rss version="2.0" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">
<channel>
<title>FarmaAtual - Notícias, Legislação e Carreira para Farmacêuticos</title>
<link>https://www.farmaatual.com.br</link>
<description>O FarmaAtual reúne as principais notícias, atualizações regulatórias, concursos, vagas, carreira, educação e conteúdos técnicos para farmacêuticos de todo o Brasil.</description>
<language>pt-br</language>
<atom:link href="https://www.farmaatual.com.br/noticias.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/>
<item>
<title>Anvisa desmascara: testes de canetas contrabandeadas não provam segurança nem eficácia!</title>
<link>https://www.farmaatual.com.br/noticia/anvisa-desmascara-testes-de-canetas-contrabandeadas-nao-provam-seguranca-nem-eficacia</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.farmaatual.com.br/noticia/anvisa-desmascara-testes-de-canetas-contrabandeadas-nao-provam-seguranca-nem-eficacia</guid>
<description>Agência reguladora esclarece que análises pontuais não garantem a mesma performance ou ausência de riscos dos produtos sem registro oficial.</description>
<media:content url="https://www.farmaatual.com.br/uploads/images/2026/07/anvisa-desmascara-testes-de-canetas-contrabandeadas-nao-provam-seguranca-nem-eficacia.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">ANVISA</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)</strong> emitiu um alerta contundente, desmentindo categoricamente a falsa informação de que testes laboratoriais teriam comprovado a equivalência de <strong>canetas contrabandeadas</strong> com medicamentos registrados no Brasil. A agência reforça a importância da segurança e eficácia de produtos farmacêuticos, alertando a população para os riscos de consumir itens sem a devida regulamentação.</p>
<h2>A complexidade da equivalência de medicamentos</h2>
<p>Para que um medicamento seja considerado equivalente a outro, são necessários testes rigorosos e específicos. Estes devem assegurar não apenas concentrações idênticas dos princípios ativos, mas também suas características e, crucialmente, como o medicamento funciona quando aplicado em uma pessoa. Isso inclui a avaliação de sua absorção pelo corpo, a concentração atingida na corrente sanguínea e o tempo necessário para sua eliminação.</p>
<p>A comprovação de equivalência exige que o estudo seja conduzido em um <strong>centro de bioequivalência credenciado</strong>. Esses centros são os únicos responsáveis por avaliar as etapas clínicas, analíticas e estatísticas do estudo de forma completa e confiável.</p>
<h2>O que os testes da Unicamp realmente revelaram?</h2>
<p>O Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Unicamp (CIATox) realizou testes focados apenas na presença, concentração e estrutura molecular do princípio ativo tirzepatida em alguns medicamentos contrabandeados. É fundamental esclarecer que o <strong>CIATox NÃO é um centro de bioequivalência credenciado no Brasil</strong> e, portanto, não realizou estudos de equivalência farmacêutica ou bioequivalência.</p>
<p>Além disso, o CIATox não faz parte da Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde, o que limita o escopo e a validade regulatória de suas análises para fins de equivalência de medicamentos.</p>
<h2>Limitações cruciais das análises</h2>
<p>Os testes realizados pela Unicamp permitem afirmar a presença do princípio ativo nos frascos analisados. Contudo, a Anvisa enfatiza que não é possível, com base nessas análises, afirmar que os produtos são equivalentes aos medicamentos registrados. As razões para essa ressalva incluem a ausência de avaliações essenciais, como:</p>
<ul>
<li>Presença de impurezas;</li>
<li>Contaminantes;</li>
<li>Degradação do produto ao longo do tempo;</li>
<li>Esterilidade;</li>
<li>Presença de metais pesados.</li>
</ul>
<p>O ponto mais crítico é que os testes <strong>NÃO avaliaram a biodisponibilidade</strong> do produto. Este é o dado mais relevante para determinar se um medicamento age no corpo da mesma forma que outro, garantindo sua eficácia e segurança.</p>
<h2>Por que o registro de medicamentos é complexo?</h2>
<p>O processo de registro de um medicamento na Anvisa é exaustivo e exige a apresentação de um vasto conjunto de informações. Isso inclui dados qualitativos e quantitativos completos sobre o produto, sua caracterização, formulação, possíveis impurezas, especificações, controle de qualidade, validação da metodologia analítica, detalhes do processo produtivo, e, fundamentalmente, dados que comprovem sua eficácia e segurança clínicas.</p>
<p>Uma análise laboratorial isolada, sem o conhecimento das informações que apenas o fabricante detém – como o processo de síntese, o perfil de impurezas potenciais e o comportamento de degradação do produto – não pode fornecer dados confiáveis sobre o conteúdo do fármaco ou a presença de impurezas.</p>
<p>Mesmo métodos de análise descritos em farmacopeias não são automaticamente considerados adequados; eles precisam passar por um rigoroso processo de validação. É necessário primeiro identificar quais impurezas podem estar presentes (impurezas em potencial) para, então, desenvolver um método capaz de detectá-las e monitorá-las de forma eficaz.</p>
<h2>A ausência de avaliação da linha de produção</h2>
<p>A Anvisa destaca que as empresas fabricantes dos produtos analisados pela Unicamp <strong>NÃO foram avaliadas em suas linhas de produção</strong>. Essa etapa é crucial, pois afeta diretamente a qualidade e a segurança do produto final. Além disso, essas empresas <strong>NÃO foram avaliadas pela Anvisa</strong> quanto à certificação de Boas Práticas de Fabricação (BPF), um requisito essencial para assegurar a qualidade na fabricação de medicamentos. A agência também não teve acesso aos laudos ou metodologias completas das análises realizadas.</p>]]></content:encoded>
<category>Anvisa</category>
<dc:creator>ANVISA</dc:creator>
<dc:publisher>Jardel Moura</dc:publisher>
<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 17:58:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Prazo final para recurso de atendimento especializado do Enamed 2026 encerra nesta terça-feira</title>
<link>https://www.farmaatual.com.br/noticia/prazo-final-para-recurso-de-atendimento-especializado-do-enamed-2026-encerra-nesta-terca-feira</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.farmaatual.com.br/noticia/prazo-final-para-recurso-de-atendimento-especializado-do-enamed-2026-encerra-nesta-terca-feira</guid>
<description>Candidatos com pedidos negados pelo Inep devem submeter documentação comprobatória no Sistema Enamed para nova análise.</description>
<media:content url="https://www.farmaatual.com.br/uploads/images/2026/07/enamed-2026-prazo-para-recurso-de-atendimento-termina-hoje1783452618.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">© Tânia Rêgo/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Os participantes do <strong>Enamed 2026</strong> que tiveram suas solicitações de <strong>atendimento especializado</strong> recusadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (<strong>Inep</strong>) têm até as 23h59 desta terça-feira, 7 de maio, para apresentar recurso. O prazo final visa permitir que os candidatos contestem a decisão e garantam as condições necessárias para a realização do exame.</p>

<p>Este procedimento deve ser efetuado exclusivamente por meio do Sistema Enamed. Para que o <strong>Inep</strong> proceda a uma nova análise, é imprescindível que o candidato anexe a documentação comprobatória que justifique a necessidade do atendimento especializado, conforme declarado no ato da inscrição.</p>

<p>O <strong>atendimento especializado</strong> é crucial para assegurar que todos os participantes possam realizar as provas em condições de igualdade. Ele contempla recursos específicos para candidatos que apresentem necessidades diferenciadas, conforme detalhado no edital do <strong>Enamed</strong>.</p>

<p>A publicação das respostas preliminares às solicitações ocorreu no último sábado, dia 4 de maio, e pôde ser consultada diretamente no Sistema Enamed, disponibilizado pelo <strong>Inep</strong>.</p>

<p>Para aqueles cujos pedidos já foram aprovados, o <strong>Inep</strong> garantirá a disponibilização dos recursos de acessibilidade solicitados. Isso inclui, por exemplo, o acompanhamento por cão-guia de apoio emocional.</p>

<p>Além disso, os participantes poderão utilizar materiais próprios, como máquina de escrever em Braille, óculos especiais, lupa, bolsa de colostomia, dispositivos capacitantes, medidor de glicose e medicamentos, sempre de acordo com a situação devidamente comprovada.</p>

<h2>O que é o Enamed?</h2>

<p>O <strong>Enamed</strong> é um exame de participação obrigatória para estudantes concluintes de cursos de graduação em medicina. Estes devem estar devidamente habilitados e inscritos por seus coordenadores de curso, além de serem avaliados no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2026.</p>

<p>A participação também é compulsória para os estudantes do quarto ano de medicina, desde que inscritos pelo coordenador do curso de graduação de suas respectivas instituições de ensino.</p>

<p>Para ambos os grupos de estudantes que se enquadram nessas condições, a inscrição no <strong>Enamed</strong> será automaticamente confirmada.</p>

<p>Adicionalmente, médicos já graduados podem optar por realizar o exame de forma voluntária. Esta opção é destinada àqueles que desejam utilizar os resultados em processos seletivos para as especialidades médicas de acesso direto do Exame Nacional de Residência (Enare) 2026/2027.</p>

<p>É mandatório que todos os participantes preencham o questionário do estudante. Este instrumento visa coletar dados essenciais para caracterizar o perfil do candidato e o contexto de sua formação acadêmica.</p>

<h2>Finalidade e importância do Enamed</h2>

<p>O <strong>Enamed</strong> desempenha duas funções primordiais: primeiramente, avalia a qualidade da formação médica em todo o território nacional; em segundo lugar, serve como critério de seleção para processos de residência médica de acesso direto, a exemplo do processo unificado do Enare.</p>

<p>Em junho, o <strong>Inep</strong> anunciou uma mudança significativa: o <strong>Enamed</strong> passará a ser um requisito indispensável para o exercício profissional da medicina. Essa diretriz está inserida na nova política integrada para a formação médica no Brasil, estabelecida por medida provisória assinada pela Presidência da República.</p>

<p>Com essa alteração, os futuros médicos somente conseguirão efetuar sua inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM) se demonstrarem rendimento satisfatório no exame. Vale ressaltar que o registro no CRM é obrigatório para a prática legal da profissão de médico no país.</p>

<p>É importante destacar que a obrigatoriedade de proficiência no <strong>Enamed</strong> para o exercício profissional se aplicará exclusivamente aos estudantes que ingressarem na graduação a partir da data de publicação da nova regra.</p>

<p>Caso um graduado não alcance uma avaliação satisfatória no <strong>Enamed</strong>, terá a oportunidade de refazer o exame em edições subsequentes, que serão realizadas a cada seis meses, em conformidade com a política integrada para formação médica.</p>

<h2>Estrutura e aplicação das provas</h2>

<p>De acordo com o edital do <strong>Enamed 2026</strong>, as provas serão aplicadas na tarde do dia 13 de setembro. A realização ocorrerá em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, sob a responsabilidade de uma instituição contratada pelo <strong>Inep</strong>.</p>

<p>O caderno de provas será composto por 100 questões de múltipla escolha. Cada questão apresentará quatro alternativas, sendo apenas uma delas a resposta correta.</p>

<p>A pontuação final do exame será calculada utilizando a escala de proficiência da Teoria de Resposta ao Item (TRI). A validade dessa nota será de três anos, com exceção dos resultados obtidos pelos estudantes do quarto ano de graduação.</p>

<h2>Divulgação dos resultados</h2>

<p>A divulgação das notas para os estudantes concluintes e médicos já graduados está prevista para o dia 4 de dezembro deste ano.</p>

<p>Já os resultados referentes aos estudantes do quarto ano do curso de medicina serão disponibilizados a partir de 12 de janeiro de 2027.</p>]]></content:encoded>
<category>Saúde</category>
<dc:creator>Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Jardel Moura</dc:publisher>
<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 16:29:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>CMED e setor farmacêutico debatem cenário regulatório e impactos da reforma tributária</title>
<link>https://www.farmaatual.com.br/noticia/cmed-e-setor-farmaceutico-debatem-cenario-regulatorio-e-impactos-da-reforma-tributaria</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.farmaatual.com.br/noticia/cmed-e-setor-farmaceutico-debatem-cenario-regulatorio-e-impactos-da-reforma-tributaria</guid>
<description>Encontro virtual da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos aborda desafios e perspectivas para a indústria.</description>
<media:content url="https://www.farmaatual.com.br/uploads/images/2026/07/cmed-e-setor-farmaceutico-debatem-cenario-regulatorio-e-impactos-da-reforma-tributaria.png" medium="image">
<media:description type="plain"></media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED)</strong> realizou recentemente uma reunião virtual com representantes do <strong>setor farmacêutico</strong>. O encontro teve como foco principal as discussões sobre o cenário regulatório vigente e os potenciais impactos de futuras alterações, como a aguardada <strong>reforma tributária</strong>, sobre a indústria e o acesso a medicamentos no país.</p>
<h2>O papel da CMED na regulação de medicamentos</h2>
<p>A CMED, que atua como órgão interministerial, é fundamental para o estabelecimento de diretrizes e regras no mercado de medicamentos no Brasil. Seu objetivo primordial é balancear a sustentabilidade da indústria com a garantia de acesso da população a tratamentos essenciais.</p>
<p>Entre suas principais responsabilidades estão a regulação dos preços de medicamentos, a fiscalização de práticas comerciais e a promoção de um ambiente de concorrência saudável. Estas ações são vitais para harmonizar a inovação do setor com a capacidade de compra dos consumidores.</p>
<h2>Diálogos e desafios para o setor farmacêutico</h2>
<p>Durante a reunião virtual, foram abordados diversos tópicos de interesse comum. A discussão sobre a <strong>reforma tributária</strong> recebeu atenção especial, considerando o potencial de modificar os custos de produção e distribuição, que podem influenciar diretamente os preços finais dos produtos farmacêuticos.</p>
<p>Representantes do <strong>setor farmacêutico</strong> apresentaram suas preocupações e sugestões, buscando um alinhamento com as diretrizes regulatórias. Outros pontos de pauta incluíram a análise de tendências de mercado, a importância da inovação e a necessidade de um ambiente regulatório estável para atrair e manter investimentos.</p>
<p>Especialistas da indústria e do governo frequentemente destacam a complexidade do sistema tributário como um dos grandes desafios. O diálogo contínuo entre a CMED e as empresas é visto como uma ferramenta essencial para mitigar riscos e encontrar soluções que beneficiem tanto a saúde pública quanto a estabilidade econômica do setor.</p>
<h2>Perspectivas futuras e importância da colaboração</h2>
<p>A colaboração entre a CMED e o <strong>setor farmacêutico</strong> é crucial para o desenvolvimento de um ambiente mais eficiente e equitativo. A troca de informações e a busca por consenso em temas sensíveis, como a precificação e a tributação, são pilares para o futuro da saúde no Brasil.</p>
<p>Espera-se que esses encontros virtuais continuem a fortalecer o caminho para políticas regulatórias que apoiem o desenvolvimento de novos medicamentos e assegurem que a população brasileira tenha acesso a tratamentos de qualidade a preços justos, mesmo diante de cenários econômicos dinâmicos.</p>]]></content:encoded>
<category>Geral</category>
<dc:creator></dc:creator>
<dc:publisher>Jardel Moura</dc:publisher>
<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 15:16:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Alho substitui antibiótico? Especialistas alertam para risco de desinformação nas redes sociais</title>
<link>https://www.farmaatual.com.br/noticia/alho-substitui-antibiotico-especialistas-alertam-para-risco-de-desinformacao-nas-redes-sociais</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.farmaatual.com.br/noticia/alho-substitui-antibiotico-especialistas-alertam-para-risco-de-desinformacao-nas-redes-sociais</guid>
<description>Embora possua compostos com propriedades biológicas, o alho não substitui antibióticos e não há evidências científicas de que seja eficaz no tratamento de infecções bacterianas.</description>
<media:content url="https://www.farmaatual.com.br/uploads/images/2026/07/alho-substitui-antibiotico-especialistas-alertam-para-risco-de-desinformacao-nas-redes-sociais.png" medium="image">
<media:description type="plain">ANVISA</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>A divulgação de informações incorretas sobre tratamentos naturais continua sendo um dos principais desafios na área da saúde. Entre os conteúdos que circulam com frequência nas redes sociais está a afirmação de que <strong>o alho poderia substituir antibióticos</strong>, como a amoxicilina, no tratamento de infecções. No entanto, essa alegação não possui respaldo científico e pode trazer sérios riscos à saúde.</p>
<p>Embora o alho seja um alimento amplamente reconhecido por suas propriedades nutricionais e pela presença de compostos bioativos, especialistas alertam que ele <strong>não deve ser utilizado como alternativa aos antibióticos prescritos por profissionais de saúde</strong>.</p>
<h2>Alho possui propriedades benéficas, mas não trata infecções bacterianas</h2>
<p>O alho contém substâncias como a <strong>alicina</strong>, que vêm sendo estudadas por apresentarem atividades antioxidantes, anti-inflamatórias, imunomoduladoras e potencial efeito cardioprotetor.</p>
<p>Esses benefícios, entretanto, <strong>não significam que o alimento seja capaz de eliminar bactérias causadoras de infecções</strong> ou substituir medicamentos desenvolvidos especificamente para esse fim.</p>
<p>Até o momento, <strong>não existem evidências científicas robustas que comprovem a eficácia do alho no tratamento de infecções bacterianas ou que justifiquem sua utilização em substituição aos antibióticos</strong>.</p>
<h2>Antibióticos passam por rigorosos testes antes de chegar ao paciente</h2>
<p>Os antibióticos disponíveis nas farmácias são resultado de anos de pesquisa científica, estudos laboratoriais e ensaios clínicos que avaliam sua eficácia, segurança e qualidade.</p>
<p>Antes de serem comercializados no Brasil, esses medicamentos precisam atender às exigências estabelecidas pela <strong>Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)</strong>, responsável por avaliar criteriosamente todos os dados relacionados ao desenvolvimento dos produtos antes da concessão do registro sanitário.</p>
<p>Esse processo garante que os medicamentos apresentem eficácia comprovada e perfil de segurança adequado para o tratamento das infecções para as quais foram indicados.</p>
<h2>Automedicação pode agravar problemas de saúde</h2>
<p>Especialistas reforçam que abandonar ou substituir um antibiótico prescrito por alternativas sem comprovação científica pode retardar o tratamento, favorecer o agravamento da infecção e aumentar o risco de complicações.</p>
<p>Além disso, o uso inadequado de antibióticos — seja pela interrupção precoce do tratamento ou pelo uso sem indicação médica — contribui para o desenvolvimento da resistência bacteriana, considerada atualmente um dos maiores desafios da saúde pública mundial.</p>
<h2>Informação confiável é fundamental</h2>
<p>Diante da grande quantidade de conteúdos compartilhados nas redes sociais, profissionais de saúde recomendam que informações relacionadas a medicamentos e tratamentos sejam sempre verificadas em fontes confiáveis, como órgãos oficiais, sociedades científicas e profissionais habilitados.</p>
<p>No caso das infecções bacterianas, o tratamento deve ser definido por um médico ou outro profissional legalmente habilitado, utilizando medicamentos cuja eficácia e segurança tenham sido comprovadas cientificamente.</p>]]></content:encoded>
<category>Anvisa</category>
<dc:creator>ANVISA</dc:creator>
<dc:publisher>Jardel Moura</dc:publisher>
<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 14:55:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>ANVISA cancela registro de 61 medicamentos a pedido de fabricantes</title>
<link>https://www.farmaatual.com.br/noticia/anvisa-cancela-registro-de-61-medicamentos-a-pedido-de-fabricantes</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.farmaatual.com.br/noticia/anvisa-cancela-registro-de-61-medicamentos-a-pedido-de-fabricantes</guid>
<description>Resolução-RE nº 2.629 de 2026 oficializa desistência voluntária de 16 empresas farmacêuticas, sem indicar problemas de segurança.</description>
<media:content url="https://www.farmaatual.com.br/uploads/images/2026/07/anvisa-cancela-registro-de-61-medicamentos-a-pedido-de-fabricantes.png" medium="image">
<media:description type="plain"></media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) anunciou o <strong>cancelamento do registro de 61 medicamentos</strong> pertencentes a 16 diferentes empresas farmacêuticas. A medida foi formalizada pela Resolução-RE nº 2.629, assinada em 2 de julho de 2026 pelo Gerente-Geral de Medicamentos da agência e publicada no Diário Oficial da União em 6 de julho. O ato se deu a pedido das próprias fabricantes, conforme previsto no art. 51 da Lei nº 9.784, de 1999.</p>
<h2>Cancelamento voluntário não indica problemas</h2>
<p>A resolução em questão trata de <strong>cancelamentos voluntários</strong>, um procedimento comum quando o detentor do registro não possui mais interesse comercial na fabricação ou distribuição de determinado produto no mercado brasileiro. A lista de medicamentos afetados abrange desde similares e genéricos até produtos considerados novos.</p>
<p>É importante ressaltar que, por ter sido solicitado pelas empresas e não imposto como uma sanção regulatória da ANVISA, este cancelamento não representa, por si só, qualquer indício de problemas relacionados à segurança, qualidade ou eficácia dos produtos envolvidos. O art. 51 da Lei nº 9.784/1999 garante ao interessado o direito de desistir do pedido ou renunciar a direitos disponíveis em processos administrativos federais.</p>
<h2>Empresas e produtos com registros cancelados</h2>
<p>Entre as 16 empresas farmacêuticas que tiveram registros de medicamentos cancelados, destacam-se:</p>
<ul>
<li><strong>Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.</strong>: cloridrato de ranitidina e leflunomida.</li>
<li><strong>Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.</strong>: fluconazol e FLUCONEO.</li>
<li><strong>Cipla Brasil Importadora e Distribuidora de Medicamentos Ltda.</strong>: CITOPLATINA.</li>
<li><strong>Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A.</strong>: DORZIVIS, HATUNA e MYLLA.</li>
<li><strong>EMS S/A</strong>: DEXAFLOTEN, tobramicina e valsartana + besilato de anlodipino.</li>
<li><strong>EMS Sigma Pharma Ltda.</strong>: ALFRON, OCUBIN e PROFLOX D.</li>
<li><strong>Galderma Brasil Ltda.</strong>: AVICIS.</li>
<li><strong>Germed Farmacêutica Ltda.</strong>: 12 produtos, incluindo albendazol, bromoprida, cloridrato de paroxetina, latanoprosta e valsartana + besilato de anlodipino.</li>
<li><strong>Legrand Pharma Indústria Farmacêutica Ltda.</strong>: 10 produtos, incluindo latanoprosta + maleato de timolol, orlistate e VALSACOR DUO.</li>
<li><strong>MCG Indústria Farmacêutica e Importação Ltda.</strong>: acetato de abiraterona, cafeína + carisoprodol + diclofenaco sódico + paracetamol, cloridrato de ondansetrona e loratadina.</li>
<li><strong>Merck Sharp e Dohme Farmacêutica Ltda.</strong>: CUBICIN.</li>
<li><strong>Multilab Indústria e Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda.</strong>: 10 medicamentos, entre eles bromoprida, levofloxacino, NOVASOPT, ORLIBESI e repaglinida.</li>
<li><strong>Ranbaxy Farmacêutica Ltda.</strong>: CAPELIV, esilato de nintedanibe e OKSANA.</li>
<li><strong>Sanofi Medley Farmacêutica Ltda.</strong>: DACTIL OB.</li>
<li><strong>Sun Farmacêutica do Brasil Ltda.</strong>: pantoprazol sódico sesqui-hidratado.</li>
<li><strong>Zydus Nikkho Farmacêutica Ltda.</strong>: ZYBINA.</li>
</ul>
<p>A decisão das empresas de solicitar o cancelamento de registro pode ser influenciada por diversos fatores de mercado, como reestruturação de portfólio, baixa demanda ou foco em novas linhas de produtos.</p>]]></content:encoded>
<category>Anvisa</category>
<dc:creator></dc:creator>
<dc:publisher>Jardel Moura</dc:publisher>
<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 01:01:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Reajuste salarial de farmacêuticos é definido em rondônia para 2025/2027</title>
<link>https://www.farmaatual.com.br/noticia/reajuste-salarial-de-farmaceuticos-e-definido-em-rondonia-para-2025-2027</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.farmaatual.com.br/noticia/reajuste-salarial-de-farmaceuticos-e-definido-em-rondonia-para-2025-2027</guid>
<description>Sindicatos concluem negociação e estabelecem novos pisos para a categoria no estado.</description>
<media:content url="https://www.farmaatual.com.br/uploads/images/2026/07/reajuste-salarial-de-farmaceuticos-e-definido-em-rondonia-para-2025-2027.webp" medium="image">
<media:description type="plain">Fecomercio RO </media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>reajuste salarial</strong> e os novos <strong>pisos salariais</strong> para os <strong>farmacêuticos</strong> de <strong>Rondônia</strong> foram oficialmente definidos. A negociação, concluída entre o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Rondônia (Sinfarmácia-RO) e o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Rondônia (Sinfar-RO), estabeleceu os valores que vigorarão no Termo Aditivo da Convenção Coletiva de Trabalho para o período de 2025 a 2027.</p>
<h2>Novos pisos salariais para farmacêuticos em rondônia</h2>
<p>Os valores negociados representam um avanço na remuneração da categoria, com <strong>pisos salariais</strong> diferenciados conforme a carga horária semanal. Confira os novos patamares:</p>
<ul>
<li><strong>R$ 4.583,38</strong> – para 44 horas semanais</li>
<li><strong>R$ 3.739,84</strong> – para 36 horas semanais</li>
<li><strong>R$ 2.494,11</strong> – para 24 horas semanais</li>
<li><strong>R$ 2.078,34</strong> – para 20 horas semanais</li>
</ul>
<h2>Importância da negociação coletiva e valorização profissional</h2>
<p>O acordo reforça a relevância da <strong>negociação coletiva</strong> como ferramenta essencial para o equilíbrio das relações de trabalho no setor. Ao garantir segurança jurídica tanto para as empresas quanto para os profissionais, a medida visa fortalecer a <strong>valorização profissional</strong> dos <strong>farmacêuticos</strong> em todo o estado de <strong>Rondônia</strong>.</p>
<p>A definição dos <strong>pisos salariais</strong> é vista como um passo importante para assegurar condições dignas de trabalho e reconhecimento para uma categoria fundamental na saúde pública rondoniense.</p>]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Fecomercio RO </dc:creator>
<dc:publisher>Jardel Moura</dc:publisher>
<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 21:42:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Carolina Horta Andrade: A farmacêutica que usa inteligência artificial para acelerar a descoberta de medicamentos</title>
<link>https://www.farmaatual.com.br/noticia/carolina-horta-andrade-a-farmaceutica-que-usa-inteligencia-artificial-para-acelerar-a-descoberta-de-medicamentos</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.farmaatual.com.br/noticia/carolina-horta-andrade-a-farmaceutica-que-usa-inteligencia-artificial-para-acelerar-a-descoberta-de-medicamentos</guid>
<description>Professora da UFG transforma curiosidade em inovação, liderando pesquisas que impactam milhões e inspiram a ciência brasileira.</description>
<media:content url="https://www.farmaatual.com.br/uploads/images/2026/07/carolina-horta-andrade-a-farmaceutica-que-usa-inteligencia-artificial-para-acelerar-a-descoberta-de-medicamentos.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">CFF</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>A curiosidade infantil da farmacêutica <strong>Carolina Horta Andrade</strong> floresceu em uma carreira científica dedicada à inovação. Professora da Universidade Federal de Goiás (UFG), ela se destaca entre os pesquisadores brasileiros que aplicam a <strong>inteligência artificial</strong> para revolucionar a <strong>descoberta de novos medicamentos</strong>, coordenando estudos vitais para o tratamento de doenças que afetam milhões de pessoas no Brasil e no mundo.</p>
<h2>Da paixão pela ciência à formação em farmácia</h2>
<p>Natural de Formosa, Goiás, Carolina sempre demonstrou um fascínio pela ciência. Ainda criança, simulou a circulação sanguínea em uma feira escolar, um sinal precoce de sua vocação. Inicialmente atraída pela Medicina, ela encontrou no curso de Farmácia a combinação ideal de conhecimentos em química, biologia e saúde, ingressando na UFG.</p>
<p>Durante a graduação, a <strong>Química Farmacêutica e Medicinal</strong> tornou-se seu foco. Após uma reprovação inicial no mestrado da USP, Carolina persistiu, mudou-se para São Paulo e, com dedicação, garantiu sua vaga, avançando diretamente para o doutorado devido ao seu excelente desempenho acadêmico.</p>
<h2>Modelagem molecular e o nascimento do LabMol</h2>
<p>Parte essencial de sua formação ocorreu na Universidade do Novo México, nos Estados Unidos, onde se especializou em <strong>modelagem molecular</strong>. Esta área inovadora utiliza computadores para analisar a interação entre moléculas e o organismo humano, sendo fundamental para a identificação de potenciais novos fármacos.</p>
<p>Em 2010, ao retornar a Goiás como professora da UFG, Carolina fundou o Laboratório de Planejamento de Fármacos e Modelagem Molecular (<strong>LabMol</strong>). Ali, a equipe emprega a <strong>inteligência artificial</strong> para rastrear milhões de compostos químicos, identificando aqueles com maior probabilidade de se tornarem medicamentos eficazes.</p>
<h2>Acelerar a descoberta de medicamentos com inteligência artificial</h2>
<p>A tecnologia no LabMol permite prever com precisão:</p>
<ul>
<li>Como uma molécula agirá contra vírus, bactérias e parasitas.</li>
<li>Possíveis efeitos tóxicos e o comportamento da substância no organismo.</li>
</ul>
<p>Com isso, apenas as substâncias mais promissoras são encaminhadas para testes laboratoriais. Esse processo otimizado resulta em uma significativa <strong>redução de custos</strong>, encurta o tempo de pesquisa e minimiza a quantidade de experimentos necessários para a <strong>descoberta de medicamentos</strong>.</p>
<p>As pesquisas iniciais do grupo focaram em doenças tropicais negligenciadas, como tuberculose, leishmaniose, malária e doença de Chagas. Mais recentemente, o escopo se expandiu para incluir doenças virais, como dengue, Zika e Covid-19, demonstrando a versatilidade da abordagem.</p>
<h2>Reconhecimento e projetos futuros</h2>
<p>O impacto do trabalho de Carolina Horta Andrade foi amplamente reconhecido. Em 2014, ela recebeu o prestigiado prêmio Para Mulheres na Ciência, da L'Oréal, UNESCO e Academia Brasileira de Ciências. No ano seguinte, foi agraciada com o International Rising Talents em Paris, um reconhecimento global a jovens cientistas de destaque.</p>
<p>Além da <strong>descoberta de medicamentos</strong>, a farmacêutica lidera um projeto pioneiro que visa integrar o olfato em ambientes de realidade virtual. Esta iniciativa multidisciplinar combina <strong>inteligência artificial</strong>, engenharia, química e Farmácia, prometendo experiências imersivas ainda mais sensoriais.</p>
<p>Carolina também é uma voz ativa no incentivo à participação feminina na ciência. Para ela, a presença de mulheres na pesquisa é crucial para expandir o conhecimento e desenvolver soluções inovadoras para os complexos desafios da saúde.</p>
<h2>A formação farmacêutica como pilar da inovação</h2>
<p>A trajetória de Carolina Horta Andrade exemplifica como a formação em Farmácia é um alicerce fundamental para a inovação científica. Sua expertise na área foi determinante para que se tornasse uma referência na aplicação da <strong>inteligência artificial</strong> na <strong>descoberta de medicamentos</strong>, mostrando o vasto potencial da ciência brasileira para transformar a saúde global.</p>]]></content:encoded>
<category>🔬 Pesquisa e Ciência</category>
<dc:creator>CFF</dc:creator>
<dc:publisher>Jardel Moura</dc:publisher>
<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 21:26:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Anvisa atualiza regras para substâncias utilizadas em cosméticos, perfumes e produtos de higiene</title>
<link>https://www.farmaatual.com.br/noticia/anvisa-atualiza-regras-para-substancias-utilizadas-em-cosmeticos-perfumes-e-produtos-de-higiene</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.farmaatual.com.br/noticia/anvisa-atualiza-regras-para-substancias-utilizadas-em-cosmeticos-perfumes-e-produtos-de-higiene</guid>
<description>Novas resoluções revisam listas de substâncias restritas e proibidas, além de abrir consulta pública para atualização do marco regulatório do setor de cosméticos.</description>
<media:content url="https://www.farmaatual.com.br/uploads/images/2026/07/anvisa-atualiza-regras-para-substancias-utilizadas-em-cosmeticos-perfumes-e-produtos-de-higiene.png" medium="image">
<media:description type="plain"></media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou novas normas que atualizam o marco regulatório aplicável às substâncias utilizadas em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. As mudanças incorporam evidências científicas mais recentes, ampliam a harmonização com normas internacionais e fortalecem o alinhamento regulatório entre os países do Mercosul.</p>
<p>Segundo a Agência, a revisão busca aumentar a segurança dos produtos disponíveis no mercado brasileiro, além de oferecer maior previsibilidade regulatória para fabricantes, importadores e demais empresas do setor.</p>
<h2>RDC 1.029/2026 atualiza lista de substâncias restritas</h2>
<p>Entre as principais novidades está a publicação da <strong>Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 1.029/2026</strong>, que estabelece a primeira etapa da nova Lista de Substâncias Restritas.</p>
<p>A norma define quais substâncias podem ser utilizadas em produtos cosméticos apenas sob condições específicas, observando limites de concentração, restrições de uso e demais requisitos técnicos previstos na regulamentação.</p>
<p>A resolução também incorpora ao ordenamento brasileiro a <strong>Resolução MERCOSUL/GMC nº 06/25</strong>, reforçando a harmonização das regras entre os países integrantes do bloco.</p>
<h2>Lista de substâncias proibidas também foi revisada</h2>
<p>A Anvisa também publicou a <strong>RDC nº 1.030/2026</strong>, que promove a atualização da relação de substâncias proibidas em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes.</p>
<p>Com essa medida, a Agência dá continuidade ao processo de modernização da regulamentação técnica do setor, contemplando tanto as substâncias cujo uso é totalmente vedado quanto aquelas autorizadas apenas mediante restrições específicas.</p>
<h2>Consulta pública recebe contribuições até setembro</h2>
<p>Outra medida anunciada foi a abertura da <strong>Consulta Pública nº 1.399/2026</strong>, que trata da revisão da segunda parte da Lista de Substâncias Restritas.</p>
<p>As contribuições da sociedade poderão ser encaminhadas entre <strong>8 de julho e 8 de setembro de 2026</strong>, permitindo a participação de profissionais, empresas, entidades e cidadãos no aperfeiçoamento da regulamentação.</p>
<h2>Revisão busca ampliar segurança e alinhamento internacional</h2>
<p>De acordo com a Anvisa, a atualização do marco regulatório está fundamentada em critérios técnicos e científicos que refletem a evolução do conhecimento sobre segurança das substâncias utilizadas em cosméticos.</p>
<p>Entre os principais objetivos da revisão estão:</p>
<ul>
<li>incorporação de novas evidências científicas relacionadas à segurança dos ingredientes cosméticos;</li>
<li>alinhamento com referências regulatórias internacionais adotadas pela Agência;</li>
<li>harmonização das normas entre os países do Mercosul;</li>
<li>fortalecimento da segurança jurídica e da previsibilidade regulatória;</li>
<li>ampliação da proteção à saúde dos consumidores.</li>
</ul>
<h2>Modernização fortalece boas práticas regulatórias</h2>
<p>A Anvisa destaca que as novas publicações reforçam o compromisso da Agência com a transparência, a participação social e a adoção de boas práticas regulatórias.</p>
<p>A expectativa é que a atualização das listas contribua para tornar a regulamentação brasileira ainda mais compatível com os padrões internacionais, mantendo elevados níveis de segurança para os produtos comercializados no país.</p>]]></content:encoded>
<category>Anvisa</category>
<dc:creator></dc:creator>
<dc:publisher>Jardel Moura</dc:publisher>
<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 19:55:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Estudo aponta que alguns antibióticos podem alterar o microbioma intestinal por vários anos</title>
<link>https://www.farmaatual.com.br/noticia/estudo-aponta-que-alguns-antibioticos-podem-alterar-o-microbioma-intestinal-por-varios-anos</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.farmaatual.com.br/noticia/estudo-aponta-que-alguns-antibioticos-podem-alterar-o-microbioma-intestinal-por-varios-anos</guid>
<description>Pesquisa publicada na Nature Medicine identificou que determinadas classes de antibióticos podem reduzir a diversidade da microbiota intestinal por até oito anos após o tratamento.</description>
<media:content url="https://www.farmaatual.com.br/uploads/images/2026/07/estudo-aponta-que-alguns-antibioticos-podem-alterar-o-microbioma-intestinal-por-varios-anos.png" medium="image">
<media:description type="plain"></media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pesquisa publicada na revista científica <strong>Nature Medicine</strong> sugere que o uso de determinados antibióticos pode provocar alterações duradouras no microbioma intestinal — conjunto de microrganismos que desempenha papel fundamental na digestão, no funcionamento do sistema imunológico e no metabolismo do organismo.</p>
<p>Segundo os pesquisadores, algumas mudanças na composição da microbiota foram identificadas <strong>entre quatro e oito anos após o tratamento</strong>, indicando que os efeitos desses medicamentos podem persistir por muito mais tempo do que se imaginava.</p>
<h2>Pesquisa analisou quase 15 mil adultos</h2>
<p>O estudo avaliou informações de <strong>14.979 adultos</strong> residentes na Suécia, cruzando dados de prescrições médicas com análises do microbioma intestinal dos participantes.</p>
<p>Os resultados mostraram que pessoas que utilizaram antibióticos como <strong>clindamicina</strong>, <strong>fluoroquinolonas</strong> e <strong>flucloxacilina</strong> apresentaram menor diversidade de bactérias intestinais quando comparadas àquelas que não haviam feito uso desses medicamentos.</p>
<p>Os pesquisadores observaram que a redução da diversidade bacteriana era mais evidente nos indivíduos que haviam recebido tratamento no ano anterior à coleta das amostras. Entretanto, parte dessas alterações permaneceu detectável mesmo após vários anos.</p>
<h2>Até um único tratamento pode deixar efeitos duradouros</h2>
<p>Outro dado que chamou a atenção dos cientistas foi que <strong>apenas um ciclo de tratamento com antibióticos</strong> já pode estar associado a mudanças prolongadas na microbiota intestinal.</p>
<p>Entre os participantes que utilizaram somente uma prescrição durante os oito anos analisados, foram observadas reduções na diversidade bacteriana após o uso de diferentes classes de antibióticos, incluindo:</p>
<ul>
<li>Clindamicina;</li>
<li>Fluoroquinolonas;</li>
<li>Tetraciclinas;</li>
<li>Cefalosporinas;</li>
<li>Macrolídeos.</li>
</ul>
<p>Os autores explicam que a recuperação da microbiota costuma ocorrer principalmente nos primeiros dois anos após o tratamento, mas tende a desacelerar posteriormente e, em alguns casos, pode não retornar completamente ao estado anterior.</p>
<h2>Relação com doenças ainda está em investigação</h2>
<p>Apesar das alterações observadas, os pesquisadores ressaltam que ainda <strong>não existe comprovação de que essas mudanças provoquem doenças</strong>.</p>
<p>Diversos estudos já apontaram associação entre alterações da microbiota intestinal e condições como obesidade, diabetes tipo 2 e doenças inflamatórias intestinais. No entanto, até o momento, não foi estabelecida uma relação direta de causa e efeito entre o uso de antibióticos, as modificações no microbioma e o surgimento dessas enfermidades.</p>
<p>Novas pesquisas deverão aprofundar essa investigação nos próximos anos.</p>
<h2>Uso racional continua sendo a principal recomendação</h2>
<p>Especialistas destacam que os antibióticos permanecem entre os medicamentos mais importantes da prática clínica, sendo indispensáveis para o tratamento de infecções bacterianas e responsáveis por salvar milhões de vidas em todo o mundo.</p>
<p>Entretanto, os resultados do estudo reforçam a importância do <strong>uso racional desses medicamentos</strong>, evitando sua utilização sem indicação adequada, especialmente em infecções causadas por vírus, nas quais os antibióticos não apresentam eficácia.</p>
<p>Além de contribuir para o combate à resistência bacteriana, o uso criterioso também pode reduzir possíveis impactos de longo prazo sobre o equilíbrio da microbiota intestinal.</p>]]></content:encoded>
<category>Medicamentos</category>
<dc:creator></dc:creator>
<dc:publisher>Jardel Moura</dc:publisher>
<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 19:50:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Farmacêutica é premiada no CBAC 2026 por pesquisa sobre inteligência artificial aplicada às análises clínicas</title>
<link>https://www.farmaatual.com.br/noticia/farmaceutica-e-premiada-no-cbac-2026-por-pesquisa-sobre-inteligencia-artificial-aplicada-as-analises-clinicas</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.farmaatual.com.br/noticia/farmaceutica-e-premiada-no-cbac-2026-por-pesquisa-sobre-inteligencia-artificial-aplicada-as-analises-clinicas</guid>
<description>Trabalho desenvolvido por Dra. Ticiana Parente foi reconhecido com o Prêmio PNCQ durante o Congresso Brasileiro de Análises Clínicas e destaca o uso da inteligência artificial na gestão da qualidade laboratorial.</description>
<media:content url="https://www.farmaatual.com.br/uploads/images/2026/07/farmaceutica-e-premiada-no-cbac-2026-por-pesquisa-sobre-inteligencia-artificial-aplicada-as-analises-clinicas.png" medium="image">
<media:description type="plain">Comunicação CRF CE</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>A farmacêutica <strong>Dra. Ticiana Parente</strong> foi um dos destaques do <strong>51º Congresso Brasileiro de Análises Clínicas (CBAC)</strong> ao apresentar o trabalho científico vencedor do <strong>Prêmio PNCQ</strong>, reconhecimento concedido a pesquisas que contribuem para a evolução da qualidade laboratorial no Brasil.</p>
<p>O estudo, intitulado <strong>"Sigma Lab: uma nova identidade para o controle de qualidade laboratorial baseada em inteligência artificial e gestão estratégica aplicada ao PNCQ"</strong>, propõe uma abordagem inovadora para aprimorar os processos de controle de qualidade em laboratórios clínicos, integrando tecnologias de inteligência artificial e estratégias modernas de gestão.</p>
<h2>Pesquisa destaca inovação na qualidade laboratorial</h2>
<p>A apresentação reuniu representantes do Sistema Conselho Federal e Conselhos Regionais de Farmácia, evidenciando a importância da pesquisa científica para o fortalecimento das análises clínicas e para o avanço da assistência laboratorial no país.</p>
<p>O reconhecimento reforça o papel da inovação tecnológica na busca por processos cada vez mais seguros, eficientes e alinhados às necessidades da saúde moderna.</p>
<h2>Trajetória voltada à ciência e à formação profissional</h2>
<p>Especialista em citologia cérvico-vaginal, mestre em Biotecnologia e doutora em Administração, Dra. Ticiana Parente também atua como docente no curso de Medicina da FLF, desenvolvendo atividades voltadas ao ensino, à pesquisa e à formação de profissionais da área da saúde.</p>
<p>Ao longo da carreira, a farmacêutica tem se dedicado ao desenvolvimento de projetos que integram conhecimento científico, gestão e inovação, contribuindo para a melhoria contínua da qualidade dos serviços laboratoriais.</p>
<h2>Reconhecimento valoriza a atuação farmacêutica</h2>
<p>A conquista evidencia a relevância da atuação do farmacêutico na produção científica e no desenvolvimento de soluções capazes de ampliar a segurança, a confiabilidade dos exames laboratoriais e a qualidade da medicina diagnóstica.</p>
<p>O reconhecimento também destaca a importância do investimento em pesquisa, tecnologia e qualificação profissional como ferramentas para impulsionar a evolução das análises clínicas no Brasil.</p>]]></content:encoded>
<category>CFF e CRFs</category>
<dc:creator>Comunicação CRF CE</dc:creator>
<dc:publisher>Jardel Moura</dc:publisher>
<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 19:16:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>TJMG mantém condenação de farmácia por induzir dependência química em cliente</title>
<link>https://www.farmaatual.com.br/noticia/tjmg-mantem-condenacao-de-farmacia-por-induzir-dependencia-quimica-em-cliente</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.farmaatual.com.br/noticia/tjmg-mantem-condenacao-de-farmacia-por-induzir-dependencia-quimica-em-cliente</guid>
<description>Estabelecimento e proprietário deverão pagar R$ 15 mil por danos morais após indicação de medicamentos controlados sem prescrição médica para perda de peso.</description>
<media:content url="https://www.farmaatual.com.br/uploads/images/2026/07/tjmg-mantem-condenacao-de-farmacia-por-induzir-dependencia-quimica-em-cliente.png" medium="image">
<media:description type="plain"></media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG)</strong> confirmou a condenação de uma farmácia e seu proprietário ao pagamento de <strong>R$ 15 mil</strong> por danos morais. A decisão ocorre após uma cliente desenvolver dependência química de medicamentos sujeitos a controle especial, que foram indicados no próprio estabelecimento sem a exigência de prescrição médica.</p>
<p>Segundo a sentença, ficou comprovado que a paciente recebeu orientação para utilizar um fármaco controlado sem avaliação médica prévia e sem os devidos esclarecimentos sobre riscos, contraindicações ou possíveis efeitos adversos do tratamento.</p>
<h2>A origem do caso e a busca por emagrecimento</h2>
<p>Os autos do processo revelam que a mulher procurou a farmácia com o objetivo de perder peso após a gravidez. Segundo o relato, o proprietário do estabelecimento teria recomendado um medicamento de venda controlada, orientando a ingestão de quatro comprimidos diariamente.</p>
<p>Crucialmente, a ação aponta que não houve qualquer esclarecimento sobre os riscos associados ao uso prolongado da substância, nem a recomendação de acompanhamento médico adequado.</p>
<h2>O desenvolvimento da dependência e suas consequências</h2>
<p>Com o uso contínuo do fármaco, a cliente alegou ter desenvolvido uma forte dependência, tornando-se incapaz de realizar atividades diárias sem o auxílio do remédio. Além disso, surgiram sintomas como insônia, mal-estar generalizado, prostração e episódios depressivos.</p>
<p>Ao retornar à farmácia para relatar os problemas, a cliente teria recebido a indicação de outros medicamentos controlados, novamente sem a devida prescrição médica, agravando a situação.</p>
<p>A dependência química teve sérias repercussões na vida da paciente. Ela precisou interromper suas atividades profissionais como auxiliar de serviços gerais e teve sua capacidade de cuidar da filha comprometida, exigindo a contratação de uma empregada doméstica para auxílio nas tarefas da casa.</p>
<h2>A defesa da farmácia e a decisão judicial</h2>
<p>Durante o processo judicial, a defesa da farmácia e de seu proprietário argumentou que a comercialização dos medicamentos foi regular e insinuou má-fé por parte da cliente. Contudo, as provas periciais e os testemunhos apresentados foram decisivos.</p>
<p>A Justiça concluiu que houve <strong>recomendação e fornecimento irregular de medicamentos controlados</strong> sem a essencial prescrição médica, fator que contribuiu diretamente para o surgimento da dependência.</p>
<h2>TJMG afasta culpa concorrente da paciente</h2>
<p>Em primeira instância, havia sido reconhecida a culpa concorrente, sob o entendimento de que a paciente também teria contribuído para o resultado ao optar pela automedicação. No entanto, o caso foi reavaliado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais.</p>
<p>Ao analisar os recursos, o relator, desembargador Antônio Bispo, ponderou que a cliente possuía um baixo grau de instrução, o que a impedia de compreender plenamente os riscos inerentes ao uso de medicamentos sem orientação profissional.</p>
<p>Com base nesse entendimento, a 15ª Câmara Cível do TJMG reverteu a decisão anterior, atribuindo integralmente a responsabilidade pelos danos à farmácia e ao seu proprietário. O julgamento, entretanto, contou com um voto divergente do desembargador Roberto Ribeiro de Paiva Júnior, que manteve a tese de participação da paciente nos fatos.</p>]]></content:encoded>
<category>Geral</category>
<dc:creator></dc:creator>
<dc:publisher>Jardel Moura</dc:publisher>
<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 19:01:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Mercado de medicamentos GLP-1 movimenta R$ 10 bilhões no Brasil e impulsiona setor farmacêutico</title>
<link>https://www.farmaatual.com.br/noticia/mercado-de-medicamentos-glp-1-movimenta-r-10-bilhoes-no-brasil-e-impulsiona-setor-farmaceutico</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.farmaatual.com.br/noticia/mercado-de-medicamentos-glp-1-movimenta-r-10-bilhoes-no-brasil-e-impulsiona-setor-farmaceutico</guid>
<description>Canetas emagrecedoras ampliam participação no mercado, fortalecem a indústria farmacêutica e começam a ser avaliadas em projeto-piloto do SUS.</description>
<media:content url="https://www.farmaatual.com.br/uploads/images/2026/07/mercado-de-medicamentos-glp-1-movimenta-r-10-bilhoes-no-brasil-e-impulsiona-setor-farmaceutico.png" medium="image">
<media:description type="plain"></media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Os medicamentos agonistas do receptor de GLP-1, popularmente conhecidos como <strong>canetas emagrecedoras</strong>, consolidaram-se entre os produtos de maior destaque da indústria farmacêutica brasileira. Entre 2021 e 2025, o segmento movimentou aproximadamente <strong>R$ 10 bilhões</strong>, registrando um crescimento superior a cinco vezes em relação ao faturamento observado no início do período.</p>
<p>Além do avanço nas vendas, a expansão desse mercado tem influenciado diretamente as importações de medicamentos de alta complexidade, estimulado investimentos da indústria farmacêutica e ampliado a oferta de terapias voltadas ao tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.</p>
<h2>Ozempic lidera o mercado brasileiro</h2>
<p>Entre os medicamentos que mais geraram receita no período, o <strong>Ozempic</strong> ocupa a primeira posição, com faturamento estimado em <strong>R$ 11,3 bilhões</strong>.</p>
<p>Na sequência aparecem:</p>
<ul>
<li><strong>Forxiga</strong> – R$ 4,6 bilhões;</li>
<li><strong>Wegovy</strong> – R$ 4,3 bilhões;</li>
<li><strong>Mounjaro</strong> – R$ 3,8 bilhões.</li>
</ul>
<p>Também figuram entre os produtos mais comercializados <strong>Jardiance</strong>, <strong>Saxenda</strong> e <strong>Rybelsus</strong>, utilizados principalmente no tratamento do diabetes mellitus tipo 2 e da obesidade.</p>
<h2>Demanda cresce com aumento das doenças crônicas</h2>
<p>Especialistas apontam que o avanço desse mercado acompanha mudanças importantes no perfil epidemiológico da população brasileira.</p>
<p>O envelhecimento populacional, o crescimento dos casos de obesidade e diabetes, além da incorporação de terapias inovadoras, têm aumentado a procura por medicamentos de maior complexidade tecnológica e maior valor agregado.</p>
<p>Esse movimento também se reflete nas importações farmacêuticas. Dados do setor indicam que as compras internacionais de medicamentos passaram de <strong>US$ 1,3 bilhão</strong>, em 2000, para aproximadamente <strong>US$ 14,2 bilhões</strong> em 2025, crescimento superior a 950%.</p>
<h2>Participação no varejo farmacêutico aumenta</h2>
<p>O desempenho dos medicamentos à base de GLP-1 foi um dos mais expressivos do varejo farmacêutico brasileiro nos últimos anos.</p>
<p>O faturamento do segmento evoluiu de cerca de <strong>R$ 1,8 bilhão</strong>, em 2021, para aproximadamente <strong>R$ 10 bilhões</strong> em 2025.</p>
<p>No mesmo período:</p>
<ul>
<li>a participação no mercado farmacêutico aumentou de <strong>3% para 9%</strong>;</li>
<li>o volume comercializado cresceu de <strong>3,3 milhões para 8,9 milhões de unidades</strong>.</li>
</ul>
<p>Atualmente, <strong>Mounjaro</strong> e <strong>Wegovy</strong> concentram mais de 70% da receita desse segmento.</p>
<h2>Concorrência começa a reduzir os preços</h2>
<p>A chegada de novos fabricantes ao mercado brasileiro começa a alterar o cenário competitivo.</p>
<p>Com o lançamento de versões nacionais da semaglutida, incluindo produtos desenvolvidos pela indústria farmacêutica brasileira, observou-se uma tendência de redução nos preços.</p>
<p>Nos cinco primeiros meses de 2026, o preço médio da semaglutida apresentou queda aproximada de <strong>8%</strong>, reflexo do aumento da concorrência e da ampliação da oferta.</p>
<h2>SUS inicia avaliação da semaglutida</h2>
<p>O uso desses medicamentos também começa a ser estudado na rede pública de saúde.</p>
<p>No final de junho, o Ministério da Saúde iniciou, em Porto Alegre, um projeto-piloto para avaliar a utilização da semaglutida no Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>Nesta fase inicial, aproximadamente <strong>250 pacientes</strong> com obesidade grave ou associada a outras doenças serão acompanhados durante dois anos. O estudo pretende analisar a efetividade clínica do tratamento, os impactos na qualidade de vida dos pacientes e a viabilidade econômica da incorporação dessa terapia ao SUS.</p>]]></content:encoded>
<category>Geral</category>
<dc:creator></dc:creator>
<dc:publisher>Jardel Moura</dc:publisher>
<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 18:53:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>CFF participa do Congresso Consulfarma e reforça compromisso com a Farmácia Magistral</title>
<link>https://www.farmaatual.com.br/noticia/cff-participa-do-congresso-consulfarma-e-reforca-compromisso-com-a-farmacia-magistral</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.farmaatual.com.br/noticia/cff-participa-do-congresso-consulfarma-e-reforca-compromisso-com-a-farmacia-magistral</guid>
<description>Conselho Federal de Farmácia participou do Congresso Consulfarma 2026 com estande institucional, debates técnicos e ações voltadas ao fortalecimento da Farmácia Magistral e da qualificação profissional.</description>
<media:content url="https://www.farmaatual.com.br/uploads/images/2026/07/cff-participa-do-congresso-consulfarma-e-reforca-compromisso-com-a-farmacia-magistral.png" medium="image">
<media:description type="plain">Comunicação CFF</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O Conselho Federal de Farmácia (CFF) participou da edição 2026 do Congresso Consulfarma, um dos principais eventos brasileiros dedicados à Farmácia Magistral. Durante os três dias de programação, realizados entre <strong>2 e 4 de julho</strong>, em São Paulo, a instituição manteve um estande institucional voltado ao atendimento de farmacêuticos, pesquisadores, empresários e demais profissionais do setor.</p>
<p>A participação teve como objetivo ampliar o diálogo com a categoria, acompanhar as discussões técnico-científicas e fortalecer a atuação do CFF em temas estratégicos para o desenvolvimento da Farmácia Magistral no país.</p>
<h2>Representantes do CFF acompanharam a programação científica</h2>
<p>Representando o presidente do Conselho Federal de Farmácia, <strong>Walter Jorge João</strong>, participaram do evento a vice-presidente <strong>Lenira da Silva Costa</strong> e o secretário-geral <strong>Gustavo Pires</strong>. Também estiveram presentes integrantes do Grupo de Trabalho (GT) de Farmácia Magistral do CFF, que acompanharam palestras, painéis e debates sobre inovação, regulamentação e avanços da área.</p>
<p>Durante o congresso, o estande do Conselho tornou-se um espaço para esclarecimento de dúvidas, troca de experiências e aproximação entre a entidade e os profissionais que atuam na manipulação magistral.</p>
<h2>Inovação, segurança e qualificação estiveram entre os principais temas</h2>
<p>Ao longo da programação, foram debatidos assuntos relacionados à inovação tecnológica, qualificação profissional, segurança na manipulação de medicamentos, boas práticas e os desafios técnicos e regulatórios enfrentados pelas farmácias magistrais.</p>
<p>Segundo o presidente do CFF, Walter Jorge João, a participação da entidade reforça o compromisso institucional com o fortalecimento da profissão farmacêutica.</p>
<blockquote>
<p>"A Farmácia Magistral ocupa um papel estratégico na assistência farmacêutica ao oferecer soluções terapêuticas individualizadas, com qualidade, segurança e inovação. Participar de um evento como o Congresso Consulfarma fortalece o diálogo com os profissionais da área e reafirma o compromisso do CFF com o desenvolvimento técnico-científico e a valorização da profissão farmacêutica."</p>
</blockquote>
<h2>Presença institucional fortalece o segmento</h2>
<p>A vice-presidente do CFF, Lenira da Silva Costa, destacou que a participação do Conselho em um dos maiores encontros da Farmácia Magistral demonstra o compromisso do Sistema CFF/CRFs em acompanhar a evolução do setor.</p>
<p>De acordo com ela, a presença da diretoria, do Grupo de Trabalho de Farmácia Magistral e de representantes dos Conselhos Regionais contribui para aproximar a instituição dos profissionais, ouvir as demandas da categoria e incentivar práticas cada vez mais seguras, inovadoras e voltadas às necessidades da população.</p>
<h2>CFF reafirma compromisso com a Farmácia Magistral</h2>
<p>Tradicional participante do Congresso Consulfarma, o Conselho Federal de Farmácia reforçou, mais uma vez, seu compromisso com o fortalecimento da Farmácia Magistral brasileira. A participação institucional busca incentivar a atualização científica, o intercâmbio de conhecimentos, a inovação e o aperfeiçoamento das práticas farmacêuticas, contribuindo para a promoção da saúde e o uso seguro de medicamentos.</p>]]></content:encoded>
<category>CFF e CRFs</category>
<dc:creator>CFF</dc:creator>
<dc:publisher>Jardel Moura</dc:publisher>
<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 18:31:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Vacinação contra o VSR em idosos mostra redução de 75% em hospitalizações</title>
<link>https://www.farmaatual.com.br/noticia/vacinacao-contra-o-vsr-em-idosos-mostra-reducao-de-75-em-hospitalizacoes</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.farmaatual.com.br/noticia/vacinacao-contra-o-vsr-em-idosos-mostra-reducao-de-75-em-hospitalizacoes</guid>
<description>Estudo de "mundo real" nos EUA valida eficácia do imunizante Arexvy, protegendo idosos de quadros graves e comorbidades.</description>
<media:content url="https://www.farmaatual.com.br/uploads/images/2026/07/vacina-contra-vsr-em-idosos-reduz-internacoes-em-751783373413.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>Um abrangente estudo recente, que analisou dados de mais de 2,5 milhões de indivíduos nos Estados Unidos, revelou que a <strong>vacinação</strong> contra o <strong>vírus sincicial respiratório (VSR)</strong> em <strong>idosos</strong> resultou em uma impressionante redução de 75,6% nas hospitalizações causadas pela doença. Esta descoberta sublinha a vital importância da imunização para proteger a população mais velha.</p>

<p>Adicionalmente, entre os pacientes imunizados que necessitaram de internação pós-infecção, observou-se uma diminuição de 63,1% nos eventos cardiovasculares graves, incluindo infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVC). A vacina também minimizou o risco de agravamento de comorbidades pré-existentes, como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, diabetes e doença renal.</p>

<p>A pesquisa comparou dados de saúde de aproximadamente 520 mil pessoas que receberam o imunizante Arexvy com 2 milhões de indivíduos não vacinados. Essa análise foi conduzida nos Estados Unidos, entre agosto de 2023 e maio de 2024, aplicando rigorosas ponderações estatísticas para garantir a validade dos resultados.</p>

<p>Ao longo dos nove meses de observação, o grupo vacinado demonstrou não apenas uma redução nas internações gerais, mas também uma diminuição de 79,1% nas hospitalizações de alta gravidade e 66,8% nas mortes relacionadas ao VSR.</p>

<p>A farmacêutica GSK, responsável pela produção da vacina, divulgou esses resultados durante a Conferência da Respiratory Syncytial Virus Foundation deste ano, reforçando a relevância do imunizante.</p>

<p>Segundo a GSK, os dados coletados em "mundo real" validam a eficácia do imunizante, que já havia sido comprovada em fases anteriores de ensaios clínicos.</p>

<h3>A ameaça do VSR para idosos</h3>
<p>Embora o VSR seja amplamente reconhecido como o principal agente etiológico da bronquiolite em lactentes, ele representa uma séria ameaça para os <strong>idosos</strong>, podendo causar infecções graves. Essa particularidade é destacada pelo cardiologista José Carlos Zanon, membro do Departamento de Cardiogeriatria da Sociedade Brasileira de Cardiologia.</p>

<p>"Com o avançar da idade, o sistema imunológico experimenta a imunosenescência, resultando em uma resposta atenuada a diversas infecções, o que predispõe a quadros mais severos", detalha Zanon. Ele ainda ressalta que "a taxa de mortalidade percentual por VSR entre os idosos supera a observada em crianças".</p>

<p>Conforme dados da plataforma Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o VSR foi responsável por 38,1% dos casos e 11,5% das mortes por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) com diagnóstico viral confirmado no primeiro semestre deste ano. Os <strong>idosos</strong> configuram o segundo grupo mais impactado, ficando apenas atrás de crianças com até dois anos de idade.</p>

<p>A incidência de casos tem apresentado aumento sazonal. Somente em junho, mais de 50% dos casos graves atribuídos a vírus respiratórios foram comprovadamente causados pelo VSR.</p>

<p>Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, aponta que a melhoria nos métodos de diagnóstico permitiu ao sistema de saúde compreender a real dimensão do VSR como um vetor de doença respiratória grave, inclusive entre a população idosa.</p>

<p>"Diversos estudos indicam que o VSR pode levar a períodos de hospitalização mais prolongados do que o vírus influenza, além de um risco de morte superior, particularmente em pacientes com condições crônicas cardiovasculares e pulmonares", complementa Kfouri.</p>

<p>O cardiologista José Carlos Zanon detalha que, para além do impacto nas vias respiratórias, o VSR desencadeia uma "cascata inflamatória" sistêmica. Esse processo pode descompensar doenças preexistentes, como diabetes, e até mesmo precipitar eventos cardíacos e derrames.</p>

<h3>Disponibilidade da vacina no Brasil</h3>
<p>No Brasil, a <strong>vacinação</strong> contra o VSR está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) exclusivamente para gestantes, visando a proteção dos recém-nascidos através da imunização passiva.</p>

<p>Contudo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já aprovou dois <strong>imunizantes</strong> para uso em adultos, que atualmente podem ser encontrados na rede privada de saúde.</p>

<p>A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) orienta que a <strong>vacina</strong> seja administrada em todos os <strong>idosos</strong> com mais de 70 anos. Para a faixa etária entre 60 e 70 anos, a recomendação se estende àqueles que apresentam algum fator de risco.</p>

<p>O <strong>imunizante</strong> é igualmente indicado para todos os adultos que possuem algum grau de imunocomprometimento.</p>]]></content:encoded>
<category>Saúde</category>
<dc:creator>Tâmara Freire - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Jardel Moura</dc:publisher>
<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 18:29:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Minha Casa, Minha Vida avança mais rápido do que o esperado</title>
<link>https://www.farmaatual.com.br/noticia/minha-casa-minha-vida-avanca-mais-rapido-do-que-o-esperado</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.farmaatual.com.br/noticia/minha-casa-minha-vida-avanca-mais-rapido-do-que-o-esperado</guid>
<description>Meta do programa será antecipada, revela ministro Jader Filho</description>
<media:content url="https://www.farmaatual.com.br/uploads/images/2025/09/minha-casa-minha-vida-avanca-mais-rapido-do-que-o-esperado.jpg" medium="image">
<media:description type="plain">Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil</media:description>
</media:content>
<content:encoded><![CDATA[<p>O cronograma do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) está avançando mais rápido do que o esperado, segundo o ministro das Cidades, Jader Filho. A meta estipulada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de 2 milhões de contratações até o final do mandato. A expectativa do governo é a de chegar à metade dessa meta já nos próximos dias.</p>
<p>“Em primeira mão, quero dizer que já estamos bem perto de 1 milhão de casas [contratadas], bem antes do que estava previsto, que seria entre o final de dezembro e o início de janeiro. Chegaremos, ainda em setembro, a 50% da meta determinada pelo presidente Lula”, revelou Jader Filho nesta quarta-feira (18), ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).</p>
<p>O ministro anunciou também que uma nova seleção de projetos para o MCMV está prevista para o ano que vem, aumentando ainda mais esse número e que, já nas próximas semanas, serão selecionados os municípios com menos de 50 mil habitantes que receberão recursos destinados ao programa.</p>
<p>Segundo Jader Filho, os recursos para o programa estão todos garantidos, não havendo, portanto, qualquer possibilidade de corte ou contingenciamento. “E não haverá atraso no repasse das obras porque o recurso já está depositado nos fundos, justamente para evitar que qualquer tipo de atraso nos pagamentos, dando segurança aos nossos construtores”, acrescentou.</p>
<p>“Agora, o que a gente quer em troca dessa segurança, é que os construtores entreguem o quanto antes essas unidades do MCMV, porque quem está morando de aluguel tem pressa. Quem está morando em área de risco tem pressa”, complementou.</p>
<p><strong>Reflexos</strong><br />O ministro lembrou o impacto positivo que o programa tem causado para a economia do país, ressaltando, no entanto, que suas benesses vão muito além da questão econômica. “No último trimestre, o MCMV lançou mais empreendimentos do que a iniciativa privada. 53% dos lançamentos de unidades habitacionais do país foram do MCMV”, informou.</p>
<p>“Isso, obviamente, tem um impacto muito importante na economia. Estamos calculando que, com o setor da construção civil, alcançamos pleno emprego no Brasil”, disse ao explicar que o MCMV já garantiu um total de R$ 72 bilhões em investimentos e que, considerando os financiamentos, chega-se a um total superior a R$ 350 bilhões.</p>
<p>Esses investimentos, segundo o ministro, geraram 1,8 milhão de empregos diretos e 5 milhões indiretos. “A verdade é que o MCMV está bombando, assim como a construção civil do Brasil”.</p>
<p><strong>Experiência</strong><br />Jader Filho disse que a experiência adquirida ao longo das 8,4 milhões de habitações já entregues têm sido relevantes no sentido de evitar a repetição de erros e de fazer entregas mais adequadas, ajudando as pessoas a terem maior qualidade de vida em suas residências.</p>
<p>Entre as aprendizagens citadas pelo ministro, está a de que unidades muito pequenas e condomínios muito grandes não criam, em seus moradores, sensação de pertencimento, além de ser alvo fácil para criminosos. “Já nos condomínios menores, percebemos que eles são mais bem cuidados. As famílias cuidam do seu empreendimento com muito carinho, no sentido de pertencimento e de comunidade. É isso o que a gente quer”, disse.</p>
<p>Barbalho reconheceu que condomínios construídos em localidades isoladas também costumam apresentar problemas, e que é fundamental estar próximo a escolas, postos de saúde e de regiões onde haja oferta de emprego. </p>
<p>“Aprendemos também que é melhor que o imóvel fique no nome da mulher e que, entre as exigências, estejam também acesso a energia, água, esgotamento sanitário”, disse.</p>
<p>De acordo com o ministro, todos esses aprendizados são considerados na hora de definir como serão as estruturas dos próximos projetos a serem selecionados, inclusive para áreas comuns. “Todas unidades terão varandas. Além disso, as estruturas dos condomínios terão equipamentos esportivos, energia solar, churrasqueiras [comunitárias], área para pets e até mesmo bibliotecas com pelo menos 500 livros. Alguns deles, inclusive, cedidos pela Academia Brasileira de Letras”.</p>]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Jardel Moura</dc:publisher>
<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 15:06:00 -0300</pubDate>
</item>
</channel>
</rss>