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O Procon-SP emitiu um alerta nesta terça-feira (7) sobre a expressiva variação de preços de medicamentos em farmácias da cidade de São Paulo, que pode ultrapassar 2.400%. A entidade busca conscientizar os consumidores sobre as significativas discrepâncias nos custos, incentivando a pesquisa antes da compra para garantir economia.
O órgão exemplificou essa disparidade com um caso notável: uma cartela contendo 30 comprimidos de 5 miligramas de um medicamento para disfunção erétil, que pode ser encontrada por R$ 98,05 na zona norte de São Paulo, enquanto o mesmo produto é comercializado por apenas R$ 3,87 em uma farmácia da zona sul.
Outro exemplo revelado pela pesquisa aponta que uma cartela com 30 comprimidos de 25 microgramas de um medicamento de referência para tratar o hipotireoidismo pode variar de R$ 10,73 a R$ 41,43, dependendo do local de compra.
O levantamento do Procon-SP também destacou que, de maneira geral, os medicamentos genéricos apresentam preços significativamente mais baixos que os de referência (de marca). A economia pode chegar a uma média de 63,05%, representando um alívio considerável no orçamento dos consumidores.
Diante dessas amplas diferenças de custo entre os estabelecimentos, o Procon-SP reforça a importância da pesquisa de preços por parte dos consumidores. Além disso, a entidade aconselha verificar a disponibilidade dos medicamentos em programas sociais oferecidos pelos governos federal, estadual ou municipal, que podem oferecer acesso gratuito ou descontos substanciais.
É fundamental também investigar possíveis descontos oferecidos por planos ou seguros de saúde. Adicionalmente, muitos laboratórios e drogarias disponibilizam programas de fidelidade que podem gerar reduções nos valores dos remédios.
O Procon também orienta os consumidores a verificar sempre o registro do medicamento no Ministério da Saúde, além de conferir se o número do lote, o prazo de validade e a data de fabricação na embalagem correspondem aos da cartela. Por fim, o órgão sugere discutir com o médico a possibilidade de optar por medicamentos genéricos, que geralmente possuem custos mais vantajosos.
A pesquisa
A pesquisa do Procon-SP foi conduzida entre os dias 19 e 20 de maio, abrangendo dez farmácias e drogarias na capital paulista. O levantamento se estendeu também a outros dez municípios do estado de São Paulo e incluiu uma análise online em dez sites de grandes redes de farmácias.
Tanto nas modalidades presencial quanto online, foram analisados os preços de mais de 70 medicamentos, tanto genéricos quanto de referência. A lista incluiu diversas categorias, como antitérmicos, anti-inflamatórios, ansiolíticos, antibióticos, anticoncepcionais, antidepressivos, além de tratamentos para disfunção erétil, artrite reumatoide e controle de colesterol.
O relatório completo com os detalhes da pesquisa está acessível no site oficial do Procon-SP.
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