O Ministério da Saúde publicou nesta semana diretrizes para modernizar o Farmácia Popular, abrindo caminho para a realização de exames laboratoriais, como análises de sangue e urina, e testes rápidos diretamente nas drogarias parceiras em todo o Brasil.

A nova normativa estabelece uma comissão técnica encarregada de avaliar a viabilidade de serviços como teleatendimento, acompanhamento terapêutico e consultas remotas nos estabelecimentos credenciados.

A estratégia também foca na expansão da rede em áreas socialmente vulneráveis, dando prioridade para periferias de grandes centros urbanos e regiões com alta densidade populacional.

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Para atender comunidades isoladas ou com desafios logísticos, como populações ribeirinhas, o governo estuda utilizar unidades móveis e postos avançados de assistência.

Outro avanço previsto é o uso de inteligência artificial com biometria e reconhecimento facial, tecnologia que visa coibir irregularidades e fraudes na retirada de insumos.

A liberação prática desses novos serviços dependerá de análises sanitárias regionais e das necessidades específicas identificadas em cada município.

Unidades credenciadas

Com efeito imediato, a portaria reformula as diretrizes de monitoramento das unidades credenciadas, adotando uma gestão focada na mitigação de riscos.

O novo protocolo prevê a suspensão automática do credenciamento de estabelecimentos que apresentarem irregularidades classificadas como de risco alto ou muito alto.

Além disso, a migração para processos automatizados e a digitalização de dados garantirão um acompanhamento mais rigoroso de todas as operações.

O software utilizado na distribuição dos produtos será atualizado para aumentar a segurança, a rastreabilidade e a integração das informações em tempo real.

O programa

Atualmente, o Farmácia Popular garante o acesso gratuito a 41 itens de saúde, como medicamentos para hipertensão, diabetes, asma, Parkinson e glaucoma, além de fraldas geriátricas e absorventes.

Com presença em mais de 4,9 mil municípios e 28 mil farmácias parceiras, a iniciativa atinge 97% da população nacional, tendo beneficiado 27,3 milhões de pessoas em 2025.

FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil