Nesta terça-feira, uma audiência de mediação conduzida pela Superintendência Regional do Trabalho (SRTE-MTE) terminou em impasse entre o Sindicato dos Farmacêuticos (SINFAR) e o Sindicato dos Hospitais (SINDESSERO). O encontro buscava destravar a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria em Rondônia, mas a proposta patronal voltou a ser rejeitada devido ao forte arrocho acumulado nos últimos anos.

Entenda o impasse do reajuste salarial dos farmacêuticos

A categoria dos farmacêuticos hospitalares está sem convenção coletiva atualizada desde 2021, o que gerou uma perda salarial real de 30,95% devido à inflação acumulada do período. Durante a reunião, os hospitais subiram a oferta de recomposição de 8,5% para apenas 10%, valor considerado insuficiente pelos trabalhadores para cobrir o prejuízo financeiro.

A discrepância nos vencimentos fica evidente ao comparar os dados do Sistema Mediador do Ministério do Trabalho e Emprego. Em 2016, os pisos salariais dos hospitais e das farmácias comunitárias eram equivalentes. Hoje, o piso da categoria hospitalar está estagnado em R$ 3.000,00, enquanto o de farmácias atinge R$ 4.583,38.

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Destaques da proposta e da negociação

Confira os principais pontos apresentados durante a mesa de mediação entre as entidades representativas:

  • Defasagem histórica: Perda salarial acumulada em 30,95% desde junho de 2021.
  • Oferta dos hospitais: Alteração da proposta inicial de 8,5% para 10% de recomposição.
  • Contraproposta do SINFAR: Concessão imediata de 10% e parcelamento semestral do restante do índice até zerar as perdas.
  • Desigualdade interna: Defasagem de mais de R$ 1.500,00 em relação ao piso das farmácias comerciais.

Próximos passos e desdobramentos

A mediação contou com a condução do servidor João Anselmo Cavalcante e participação de Pedro Chaves, representando a SRTE-MTE. O SINFAR esteve representado pelo presidente Antonio de Paula e pelo advogado Itamar Ferreira. Pela bancada patronal, participaram o presidente do SINDESSERO, Rafael Augusto, e o advogado Dr. Cristiano.

Diante da contraproposta apresentada pelos trabalhadores, o sindicato patronal informou que precisa consultar os hospitais filiados antes de tomar uma decisão. A pedido dos mediadores e com o aceite de ambas as partes, a sessão foi suspensa e terá continuidade na próxima terça-feira para dar prosseguimento às negociações do reajuste salarial dos farmacêuticos.