O braço de farmácia do iFood alcançou um impressionante volume bruto de mercadorias (GMV) acumulado de R$ 3,4 bilhões nos últimos doze meses até o primeiro trimestre de 2026. A informação, divulgada em relatório do banco Citi na última sexta-feira (3/7), destaca o impacto crescente do super app no setor farmacêutico brasileiro, transformando a dinâmica de vendas e concorrência.

Este montante representa cerca de R$ 1,5 bilhão em vendas incrementais no período analisado. O valor equivale a aproximadamente 30% do incremento de GMV registrado pela Raia Drogasil no mesmo intervalo, e se aproxima da soma do avanço de Pague Menos e Panvel juntas, conforme dados apontados pelo Citi.

Super apps redefinem o jogo da farmácia digital

Apesar de a penetração do iFood nas vendas digitais totais da Raia Drogasil ainda ser considerada pequena, o levantamento do Citi identificou uma notável perda de participação da Pague Menos para os super apps dentro do seu próprio canal digital. Esse movimento reforça a eficácia da proposta do iFood, mesmo entre os players de maior porte no varejo farmacêutico.

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Para as redes de menor porte, a situação é ainda mais estratégica. Segundo o Citi, essas empresas frequentemente carecem de estrutura própria para operar plataformas digitais autônomas. Assim, aplicativos como o iFood funcionam como uma via essencial para o acesso ao crescente comércio eletrônico de farmácia.

O cenário geral do setor farmacêutico brasileiro é de intensa competição, com o comércio eletrônico ganhando terreno de forma acelerada sobre o modelo tradicional de lojas físicas.

Riscos e desafios à frente no setor

O relatório do Citi também aponta para riscos significativos que o avanço da farmácia digital via aplicativos pode trazer ao segmento. Entre os principais desafios, destacam-se:

  • Diluição de margem: O aumento das vendas por meio de aplicativos pode levar à redução das margens de lucro das farmácias.
  • Acirramento da concorrência: A intensificação da disputa entre os diversos players do setor, impulsionada pela entrada e expansão de gigantes digitais como o iFood.

A ascensão do iFood no setor farmacêutico sinaliza uma transformação duradoura, exigindo que as redes tradicionais se adaptem rapidamente às novas realidades do mercado digital.