O Procon-SP emitiu um alerta nesta terça-feira (7) sobre a espantosa variação de preços de medicamentos genéricos na cidade de São Paulo, onde um mesmo remédio pode custar até 2.433,59% mais caro dependendo do estabelecimento. A descoberta chocante visa proteger o bolso do consumidor e incentivar a pesquisa antes da compra.

Desvende a loucura dos preços: exemplos que chocam!

A discrepância é tão grande que uma cartela com 30 comprimidos de 5 miligramas de um medicamento para disfunção erétil, por exemplo, foi encontrada por R$ 98,05 em uma farmácia da zona norte e por apenas R$ 3,87 em um estabelecimento da zona sul da capital paulista.

Para quem trata hipotireoidismo, a situação não é diferente. Uma cartela com 30 comprimidos de 25 microgramas de um medicamento de referência pode variar de R$ 10,73 a R$ 41,43, a depender do local de compra. Isso representa uma diferença de quase 300%.

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Genéricos vs. Referência: a batalha pela economia

O levantamento do Procon-SP reforça que, em geral, os medicamentos genéricos são significativamente mais baratos que os de referência (de marca). Em média, um genérico pode custar 63,05% menos, o que se traduz em uma grande economia para o orçamento familiar.

Não caia em armadilhas: dicas de ouro do Procon para economizar!

Diante das variações drásticas nos preços de medicamentos, o Procon-SP aconselha fortemente o consumidor a adotar algumas estratégias antes de efetuar a compra:

  • Pesquise preços: Compare valores em diferentes farmácias e drogarias, tanto físicas quanto online.
  • Verifique programas sociais: Consulte a disponibilidade do medicamento em programas oferecidos pelos governos federal, estadual ou municipal, que podem garantir acesso gratuito ou com descontos.
  • Analise descontos de planos: Verifique se seu plano ou seguro de saúde oferece algum benefício ou desconto na compra.
  • Aproveite programas de fidelidade: Alguns laboratórios e drogarias possuem programas que podem reduzir o custo final do remédio.

Sua saúde em primeiro lugar: alertas essenciais na hora da compra

Além da economia, a segurança é primordial. O Procon-SP também emitiu alertas importantes relacionados à qualidade e procedência dos medicamentos:

  • Registro no Ministério da Saúde: Sempre observe se o medicamento possui registro válido.
  • Dados da embalagem: Verifique se o número do lote, prazo de validade e data de fabricação informados na embalagem correspondem aos da cartela.
  • Converse com seu médico: Avalie com o profissional de saúde a possibilidade de usar medicamentos genéricos, que costumam ser mais acessíveis.

A pesquisa por trás da revelação: como o Procon-SP agiu

O levantamento que expôs essas diferenças alarmantes foi realizado pelo Procon em dez farmácias e drogarias da cidade de São Paulo nos dias 19 e 20 de maio. A pesquisa se estendeu a outros dez municípios do estado de São Paulo de forma presencial e, online, em dez sites de grandes redes.

Mais de 70 medicamentos genéricos e de referência foram comparados, abrangendo diversas categorias como antitérmicos, anti-inflamatórios, ansiolíticos, antibióticos, anticoncepcionais, antidepressivos, e tratamentos para disfunção erétil, artrite reumatoide e controle de colesterol, entre outros.

O relatório completo com todos os detalhes e dados está acessível no site oficial do Procon-SP, oferecendo transparência e ferramentas para que os consumidores façam escolhas mais conscientes e econômicas.