A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deliberou, nesta quarta-feira (8/7), pelo restabelecimento do efeito suspensivo do recurso administrativo apresentado pela Bioghen Suplementos Nutricionais Ltda. Contudo, esta medida é exclusiva em relação à ação de recolhimento dos produtos fabricados até 9 de abril de 2026.

É crucial destacar que as demais medidas sanitárias, previstas na Resolução 1.937/2026, permanecem integralmente vigentes. Isso inclui a suspensão da comercialização, da distribuição, da propaganda e do uso desses produtos, mantendo o alerta sobre a segurança dos suplementos.

Análise de novos elementos e a manutenção das restrições

A decisão da Anvisa considerou novos elementos apresentados pela Bioghen após a medida inicial. Entre eles, destacam-se os resultados da reinspeção sanitária realizada em abril de 2026 e laudos laboratoriais de produtos. Esses dados subsidiaram apenas a reavaliação da necessidade do recolhimento.

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Importante frisar que tais elementos não afastaram as irregularidades identificadas durante a inspeção original, nem os fundamentos técnicos que justificam a manutenção das outras medidas cautelares. O foco da reavaliação foi apenas o processo de recolhimento.

Falhas críticas nas boas práticas de fabricação (BPF)

As inspeções sanitárias realizadas pela Anvisa identificaram falhas críticas e persistentes nas Boas Práticas de Fabricação (BPF) da Bioghen. Essas deficiências abrangem diversas áreas essenciais para a segurança e qualidade dos produtos:

  • Deficiências no fluxo produtivo;
  • Problemas na higienização;
  • Falta de segregação adequada de matérias-primas;
  • Comprometimento da rastreabilidade;
  • Gestão da qualidade ineficaz;
  • Implementação falha do Programa de Controle de Alergênicos.

Tais não conformidades comprometem diretamente a confiabilidade do processo produtivo e podem favorecer a ocorrência de contaminações cruzadas, bem como outros riscos significativos à segurança dos alimentos.

Resultados laboratoriais: uma peça do quebra-cabeça

A Agência reforça que, embora resultados laboratoriais favoráveis sejam relevantes, eles não substituem a avaliação integral das condições de fabricação. Isso ocorre porque as análises laboratoriais refletem apenas as amostras específicas analisadas e, isoladamente, não são capazes de demonstrar a confiabilidade de todo o processo produtivo.

A gestão do risco sanitário exige uma avaliação contínua de todas as evidências disponíveis. A Anvisa reafirma a importância das BPF como um instrumento essencial para prevenir riscos que nem sempre podem ser identificados por análises laboratoriais pontuais.

Proibição de venda e uso continua

Diante do cenário, continuam proibidos a comercialização, a distribuição, a propaganda e o uso dos produtos fabricados pela Bioghen entre 2024 e 9 de abril de 2026. Os fundamentos técnicos que motivaram a atuação da Anvisa permanecem válidos e justificam a manutenção dessas proibições.

Marcas impactadas pela medida

A medida sanitária se estende a todos os produtos fabricados pela Bioghen até a data apontada, independentemente da marca sob a qual foram comercializados. Além da marca própria, a empresa produz para diversas outras marcas. A divulgação dessas marcas tem caráter exclusivamente informativo e de orientação ao consumidor, visando a clareza sobre as restrições aplicáveis:

  • Dietkal
  • Bodyfarma Nutrition
  • Doctor House Nutrition
  • Raiden Nutrition
  • Mahau
  • Lahza Foods
  • Lone Wolf
  • Mylolo
  • Dynamis
  • ActionMax
  • Holy Nuts
  • Clinical Pharma
  • Old School Nutrition
  • JL Suplementos
  • Da Vida Alimentos
  • Efeom Science In Out Health
  • WiseHealth